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Realizado sorteio dos 25 jurados para julgamento do Caso Ceci

publicado 05/12/2011 18h35, última modificação 11/06/2015 17h12

O juiz federal titular da 1ª Vara, André Luís Maia Tobias Granja realizou no início da tarde desta segunda-feira (5/12) audiência de sorteio dos 25 jurados para o Tribunal do Júri que vai julgar os acusados pela morte da deputada federal Ceci Cunha e de seus parentes, caso que ficou conhecido como “chacina da Gruta”. O júri popular está marcado para o dia 16 de janeiro de 2012 (segunda-feira), às 9 horas, no auditório da Justiça Federal em Alagoas (JFAL), ocasião em que, dentre esses 25 jurados sorteados, serão escolhidos por sorteio os sete que vão compor o Tribunal do Júri.

Segundo informações prestadas em audiência pelo juiz federal André Granja, foi requerido à presidência do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) o envio da equipe de taquígrafos da Corte para atuar no júri, fato que deve agilizar a oitiva das testemunhas e o andamento das atividades, reduzindo de três para dois dias a previsão de duração do júri.

São réus no processo o ex-deputado federal Pedro Talvane Luis Gama de Albuquerque Neto, acusado pelo Ministério Público Federal de ser o mandante do crime, Jadielson Barbosa da Silva, Alécio César Alves Vasco, José Alexandre dos Santos e Mendonça Medeiros da Silva. Eles são acusados pela prática dos crimes de formação de quadrilha e de quatro homicídios qualificados contra Josefa Santos Cunha, deputada federal conhecida como Ceci Cunha, Juvenal Cunha da Silva, marido de Ceci, Iran Carlos Maranhão Pureza e Ítala Neyde Maranhão Pureza.

O crime

Na noite do dia 16 de dezembro de 1998, horas depois de ser diplomada deputada federal pelo PSDB de Alagoas, a médica Ceci Cunha estava na casa do cunhado Iran Carlos Maranhão, no bairro Gruta de Lourdes, em Maceió, em companhia do marido, Juvenal Cunha, e da mãe de Iran, Ítala Maranhão, onde comemoraria a eleição, quando foi morta a tiros por pistoleiros. As outras três pessoas também foram assassinadas. Ceci Cunha foi atingida na nuca e morreu instantaneamente.

De acordo com a acusação do Ministério Público Federal, o então deputado Talvane Albuquerque, na época filiado ao PTN e suplente de Ceci na Câmara, foi apontado como mandante do crime. Na interpretação do MPF, ele queria o cargo e a imunidade parlamentar que dele adviria. Os assessores e seguranças de Albuquerque, Jadielson Barbosa da Silva, Alécio César Alves Vasco, José Alexandre dos Santos e Mendonça Medeiros da Silva, foram apontados pelo MPF como executores. A defesa dos acusados nega a autoria do crime.

Fonte: Ascom - JFAL