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Ministro Messod Azulay Neto exalta Centro Nacional de Inteligência da Justiça Federal como iniciativa que marcou a trajetória do CJF
CJF 60 anos
“O Conselho da Justiça Federal é o pilar de coesão da Justiça Federal.” A afirmação é do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Messod Azulay Neto, conselheiro efetivo do Conselho da Justiça Federal (CJF), ao refletir sobre a importância institucional do Órgão e sua contribuição para o fortalecimento da Justiça Federal ao longo de seis décadas de atuação.
A declaração foi concedida em entrevista ao Portal do CJF e integra a série especial comemorativa aos 60 anos do Conselho. O material apresenta a trajetória institucional sob a perspectiva dos membros efetivos do Colegiado. Criado pela Lei n. 5.010, de 30 de maio de 1966, o CJF firmou-se como instância central de coordenação administrativa, orçamentária e estratégica da Justiça Federal.
Para o ministro Messod Azulay Neto, o CJF se firmou como elemento essencial para a autonomia e o desenvolvimento da Justiça Federal. “Nesses 60 anos de história, o Conselho da Justiça Federal consolidou-se como o pilar estrutural que garante a autonomia administrativa, orçamentária e correicional de toda a Justiça Federal. Nosso papel vai muito além da gestão de recursos: somos a bússola institucional que unifica procedimentos, moderniza processos e possibilita o acesso à Justiça”, afirma.
O ministro cita iniciativas que marcaram a trajetória do Órgão, como a supervisão da distribuição de recursos para pagamento de Requisições de Pequeno Valor (RPVs), a atuação do Centro Nacional de Inteligência da Justiça Federal (CIn) na prevenção da litigiosidade de massa e o trabalho desenvolvido pelo Centro de Estudos Judiciários (CEJ) na capacitação contínua de magistradas(os) e servidoras(es). “Nosso compromisso para as próximas décadas é continuar aprimorando a eficiência, a transparência e a proximidade do Judiciário com a sociedade brasileira”, acrescenta.
Fortalecimento da Justiça Federal
Em sua análise, o ministro observa os desafios enfrentados pela Justiça Federal, especialmente diante do crescimento das demandas de massa e da necessidade de incorporar novas tecnologias de forma ética e responsável. Nesse cenário, ele ressalta que o CJF desempenha papel estratégico no planejamento institucional e na melhoria da prestação jurisdicional.
“O Conselho consolida diretrizes alinhadas ao Conselho Nacional de Justiça, permitindo uma visão sistêmica e de longo prazo voltada à Justiça Federal. Isso otimiza a alocação de recursos e de força de trabalho para enfrentar desafios estruturais”, observa. “Ao desburocratizar procedimentos e promover a inovação, o Colegiado ampara a atuação de magistrados e servidores. O resultado é uma Justiça Federal mais ágil, transparente e focada na satisfação do cidadão”, avalia.
Trajetória profissional
Formado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Messod Azulay Neto iniciou sua trajetória profissional na advocacia, atuando na iniciativa privada e, posteriormente, como advogado concursado da extinta TELERJ, onde exerceu funções de gerência do contencioso e chefia do Departamento Jurídico.
Em 2005, tomou posse como desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), onde atuou por mais de quinze anos na Primeira Seção, especializada em matérias penal e previdenciária. Foi vice-presidente da Corte entre 2019 e 2021 e presidente no biênio 2021-2023.
Em dezembro de 2022, foi empossado ministro do Superior Tribunal de Justiça, passando a integrar a Quinta Turma e a Terceira Seção. Além da atividade jurisdicional, coordena a Comissão Permanente de Direito Penal da Fundação Getulio Vargas (FGV) e atua como conselheiro efetivo do Conselho da Justiça Federal.






