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III Curso de Ações de Contra-Acompanhamento une teoria e simulações para fortalecer a segurança da magistratura

Capacitação

por publicado: 03/07/2026 14h48 última modificação: 03/07/2026 14h49
Treinamento preparou representantes das seis Regiões da Justiça Federal por meio de atividades teóricas e práticas de segurança institucional

Entre os dias 29 de junho e 2 de julho, o III Curso de Ações de Contra-Acompanhamento para Autoproteção a Magistradas e a Magistrados capacitou 28 participantes quanto à percepção do ambiente, a situações de risco e de vulnerabilidade e à adoção de medidas de proteção. Promovido pela Corregedoria-Geral da Justiça Federal (CG) e pelo Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal (CEJ/CJF), com o apoio da Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), o treinamento reuniu magistradas(os) das seis Regiões da Justiça Federal em uma programação que aliou conteúdos teóricos a simulações práticas realizadas na Academia Nacional da Polícia Federal, no ParkShopping e no Aeroporto Internacional de Brasília. 

O secretário da Corregedoria-Geral da Justiça Federal (CG) e delegado da Polícia Federal (PF), Élzio Vicente da Silva, explicou que a terceira edição do curso consolida uma iniciativa voltada ao fortalecimento da segurança institucional. Para ele, a proposta busca ampliar a percepção de participantes sobre a importância da autoproteção. "Nosso objetivo é lapidar os modelos mentais que os magistrados já possuem e fornecer ferramentas para que adotem medidas preventivas e proativas em prol da própria segurança", afirmou. 

Ao longo dos quatro dias de treinamento, magistradas(os) alternaram momentos de instrução em sala de aula com simulações em diferentes ambientes, aplicando técnicas de antiacompanhamento e contra-acompanhamento. 

Treinamento 

As simulações externas permitiram que discentes aplicassem, em diferentes contextos e ambientes, as técnicas desenvolvidas durante o curso. Os exercícios reproduziram situações próximas à realidade vivenciada pela magistratura, favorecendo o aperfeiçoamento da percepção situacional, da identificação de vulnerabilidades e da tomada de decisão. 

Segundo o assessor especial de Segurança Institucional e de Transporte do Conselho da Justiça Federal (ASSEP/CJF), Geovaldri Maciel Laitartt, a proposta da capacitação é desenvolver uma nova forma de perceber situações de risco. "Não estamos treinando magistradas(os) para serem operadores de segurança, mas criando modelos mentais para que consigam identificar, no dia a dia, uma eventual atividade de acompanhamento", explicou. 

A delegada da Polícia Federal Denisse Dias Rosas Ribeiro, destacou que os exercícios complementam o conteúdo apresentado em sala de aula e tornam o aprendizado mais consistente. "Ao colocar as técnicas em prática, o participante vivencia as dificuldades, compreende as emoções envolvidas em uma situação adversa e consolida o conhecimento adquirido", afirmou. 

Avaliação 

Para a juíza federal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), Sabrina Ferreira Alvarez de Moura Azevedo, o diferencial do curso foi a oportunidade de aplicar, em campo, os conhecimentos apresentados durante as aulas. "O exercício realizado na cidade cenográfica da Academia Nacional de Polícia foi o que mais me marcou. Foi o primeiro desafio depois da parte teórica. Nunca havia participado de um curso com essa abordagem. Colocar em prática o que aprendemos faz toda a diferença", avaliou. 

O juiz federal do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), Bruno Savino, ressaltou que a simulação realizada no ParkShopping foi a experiência mais enriquecedora. "O ambiente tinha pessoas que não participavam do exercício, o que exigiu atenção constante para cumprir a missão sem chamar a atenção. Descobri que existem técnicas para identificar quando alguém está acompanhando você. É um conhecimento que levarei para a vida e para a atividade jurisdicional", avaliou. 

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