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Justiça Federal revisa estratégia e alinha propostas para a 2ª Reunião Preparatória do 20º Encontro Nacional do Poder Judiciário

Governança colaborativa

por publicado: 05/08/2026 16h03 última modificação: 06/08/2026 13h45
Reunião-oficina do CJF reuniu representantes dos seis TRFs na sede do Órgão, em Brasília (DF), nesta terça-feira (4)

O Conselho da Justiça Federal (CJF) promoveu, nesta terça-feira (4), na sede do Órgão, em Brasília (DF), uma reunião-oficina de alinhamento com representantes dos seis Tribunais Regionais Federais (TRFs). O encontro teve dois temas centrais: a revisão da estratégia da Justiça Federal e o planejamento para a 2ª Reunião Preparatória do 20º Encontro Nacional do Poder Judiciário, que será realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no dia 24 de agosto. 

A reunião contou com a participação de integrantes da Rede de Governança Colaborativa e de representantes do CJF e dos seis TRFs, reforçando a construção conjunta das metas nacionais da Justiça Federal. A presença das seis Regiões busca assegurar que as propostas reflitam as prioridades estratégicas e os principais desafios enfrentados por cada Região. 

Os trabalhos foram abertos pelo juiz federal auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça Federal (CG) Otávio Henrique Martins Port, que destacou a importância da diversidade de perspectivas sobre a Justiça Federal. Para ele, essa pluralidade é essencial para que as decisões tomadas sejam, ao mesmo tempo, tecnicamente consistentes, representativas das diferentes realidades regionais e focadas na(o) jurisdicionada(o).  

Otávio Henrique Martins Port destacou, ainda, que a Justiça Federal vive um momento de transição para um novo ciclo estratégico. Segundo o juiz federal, esse processo vai além da atualização de documentos, indicadores e metas: "É preciso refletir de forma crítica e colaborativa sobre o papel da Justiça Federal, os desafios que se apresentam para os próximos anos, os resultados e o valor público que queremos produzir", ponderou. 


Trabalhos 

A programação da reunião-oficina foi organizada em dois turnos. Pela manhã, as (os) participantes dedicaram-se, sob a condução do gestor de Estratégia do TRF da 2ª Região, Pedro Hikaru Oishi, ao alinhamento de conceitos e metodologia da revisão estratégica, à apreciação da minuta do plano de trabalho e à análise dos instrumentos de escuta relacionados à missão, à visão de futuro e ao diagnóstico SWOT. Ao final da etapa, o plano de revisão da estratégia foi alinhado, com formulários, instrumentos e encaminhamentos validados e definidos. 

No período da tarde, o gestor de estratégia do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, David Montalvão Júnior, conduziu o alinhamento de conceitos e a construção de propostas de metas qualitativas para a Justiça Federal. Em seguida, o gestor de Inteligência Analítica do Conselho da Justiça Federal, Alex Pena Tosta da Silva, apresentou o monitoramento das metas nacionais vigentes, com destaque para as Metas 3 e 5. As atividades compreenderam debates, trabalhos em grupo, consolidação dos encaminhamentos e avaliação das metas atuais, com recomendações de manutenção, revisão ou substituição. 

Balanço 

Ao fim do dia de trabalho, a juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça Federal (CG) Vânila Cardoso André de Moraes destacou que a reunião representou um momento estratégico para a construção do novo ciclo de metas nacionais da Justiça Federal. "É preciso que as metas tenham também uma natureza qualitativa, para que processos estruturais e de grande complexidade sejam valorados de forma especial, não apenas por critérios de celeridade, mas também pelo julgamento adequado e pela efetiva pacificação dos conflitos", afirmou. 

A magistrada ressaltou, ainda, a importância de incorporar a perspectiva da pessoa usuária do sistema de Justiça na formulação das metas. "Também tratamos da importância de ter uma meta que leve em consideração a satisfação do usuário do sistema de Justiça, que é o nosso maior objetivo", disse.  

A secretária de Estratégia e Governança do Conselho (SEG/CJF), Meirielle Viana Pires, avaliou que os objetivos da reunião-oficina foram plenamente alcançados, com destaque para a construção da proposta de meta qualitativa. “O engajamento das equipes do CJF e dos seis TRFs e o caráter colaborativo do trabalho desenvolvido irão fortalecer a representação da Justiça Federal perante o CNJ e contribuir para a construção de propostas alinhadas às necessidades e aos desafios do segmento”, concluiu.