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Comprometimento e integração: ministro Luis Felipe Salomão apresenta plano estratégico do CJF para o biênio 2026-2028
Ambientação
A nova gestão do Conselho da Justiça Federal (CJF) para o biênio 2026-2028 realizou, nesta segunda-feira (24), uma reunião de ambientação com secretárias(os), no auditório da Biblioteca. Conduzido pelo presidente do CJF, ministro Luis Felipe Salomão, o encontro marcou o início dos trabalhos da nova administração e apresentou as diretrizes estratégicas, os projetos prioritários e o novo desenho organizacional que orientará a atuação do Conselho nos próximos dois anos.
Ao abrir a reunião, o ministro deu as boas-vindas ao corpo funcional e destacou o papel estratégico das equipes na implementação das mudanças planejadas. Segundo o ministro Salomão, as propostas foram construídas a partir da experiência acumulada ao longo de sua trajetória institucional e do conhecimento sobre as necessidades e os desafios da Justiça Federal. “Temos um projeto grandioso para o CJF, e tudo isso precisa partir daqui. Este é o núcleo principal”, afirmou.

O presidente enfatizou que as mudanças têm como objetivo aprimorar o funcionamento da instituição e levar resultados concretos à sociedade. “Todas as mudanças foram feitas porque acreditamos que poderiam trazer o melhor. Elas são fruto da nossa observação sobre o trabalho realizado. Por isso, a responsabilidade de cada um aumenta, mas também aumenta a nossa oportunidade de acertar e trazer o melhor para a Justiça Federal”, destacou.
O secretário-geral do CJF, juiz federal Otávio Henrique Martins Port, ressaltou que essa fase inicial representa uma oportunidade para a implementação de um novo modelo de administração que “começa com a criação de novas estruturas e com um desenho organizacional diferente, que já revela a intenção de realizar um trabalho inovador, eficiente e produtivo”.
À frente da nova Secretaria de Estratégia e Projetos do CJF (SE/CJF), a juíza federal Vânila Cardoso André de Moraes esclareceu que a unidade será central para o fortalecimento da governança e da atuação integrada entre o Conselho e os seis Tribunais Regionais Federais (TRFs). “Estamos iniciando uma nova estrutura e temos a responsabilidade de construir, desde o começo, caminhos que possam gerar frutos úteis para a Justiça. A partir de hoje, começamos uma nova história na Justiça Federal”, declarou.
O diretor-geral do CJF, Alessandro Garcia Vieira, exaltou o comprometimento das equipes do CJF com as mudanças. “Este será, de fato, um momento inovador. Tivemos a oportunidade de trabalhar de maneira muito intensa com as equipes durante a transição e pudemos conhecer a qualidade técnica, o empenho, a dedicação e o carinho com que fomos recebidos no Conselho. Os frutos virão a partir desse trabalho coletivo”, afirmou.
Já o secretário de auditoria do CJF, juiz federal Erivaldo Ribeiro dos Santos, agradeceu a confiança para integrar a equipe e destacou o entusiasmo dos profissionais envolvidos com a nova administração. “Chegamos a este momento muito esperançosos. A equipe de transição realizou um trabalho importante desde o início, e vejo todos muito entusiasmados para realizar as entregas esperadas e contribuir com essa nova etapa do Conselho”, afirmou.
Novo modelo de gestão
Durante o encontro, foi apresentado o Plano de Gestão do CJF, estruturado em seis eixos prioritários: coordenação integrada e governança baseada em evidências; transformação digital e integração tecnológica; gestão da litigiosidade e articulação interinstitucional; capital humano e gestão do conhecimento; inovação, pesquisa e Rede Nacional da Justiça Federal; e uma Justiça Federal mais próxima da sociedade.

Também foi detalhado o novo organograma institucional, concebido para ampliar a integração entre as áreas, fortalecer a governança e modernizar a estrutura administrativa. Entre as mudanças estão a criação da Secretaria de Estratégia e Projetos (SE/CJF), do Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ) e da nova estrutura da Diretoria-Geral (DG/CJF).
A reestruturação busca contribuir para o posicionamento da Justiça Federal como uma instituição mais acessível, transparente e presente no cotidiano da sociedade, com maior capacidade de planejamento, inovação e articulação entre os diferentes órgãos que compõem o sistema.
Integração
Outro ponto central da reunião foi a apresentação do modelo de integração administrativa entre o CJF e o Superior Tribunal de Justiça (STJ). A iniciativa busca gerar ganhos de escala, promover a padronização de procedimentos e ampliar a eficiência por meio do compartilhamento progressivo de estruturas de suporte.
Entre as áreas previstas para atuação compartilhada estão a Ouvidoria, a Comunicação Institucional CJF/STJ, o Cerimonial CJF/STJ e a Segurança Institucional, além de outras iniciativas voltadas à cooperação entre as duas instituições.
A secretária-geral da Presidência do STJ, juíza federal Daniela Pereira Madeira, pontuou a relevância da cooperação institucional neste momento inicial de implementação do novo modelo. Segundo ela, o STJ estará à disposição para contribuir com as unidades do CJF durante o processo. “Estamos em uma nova missão e em uma etapa importante de compartilhamento de algumas unidades administrativas”, ponderou.
O juiz federal Caio Marinho, auxiliar da Presidência do STJ e integrante da equipe de transição, também ressaltou a continuidade do trabalho de apoio à nova gestão. “Foi uma grande alegria fazer parte da equipe de transição e será uma honra seguir contribuindo com os setores e com a equipe que estará à frente desta gestão”, declarou.
A integração também alcança a área internacional. O secretário de Relações Internacionais do STJ e do CJF, embaixador Paulo Rocha Cypriano, explicou que a secretaria “tem desafios novos para o STJ e para o CJF. Nossa função será criar coordenação, favorecer sinergias e construir novos caminhos”, afirmou.
Na área de segurança, o assessor de Segurança Institucional da Justiça Federal, Élzio Vicente da Silva, destacou que o tema será desenvolvido de forma integrada com o STJ e com as estruturas já existentes no CJF com foco em “proteger informações pessoais e institucionais e evitar vulnerabilidades que possam comprometer as instituições”.
Expectativas
Outra mudança implementada é criação a Secretaria de Governança e Inteligência Analítica (SGI/CJF), voltada ao fortalecimento do uso de dados e evidências para subsidiar a tomada de decisões. O secretário da área, Alex Pena da Silva, comentou que a criação da unidade demonstra a prioridade atribuída à inteligência analítica. “É uma área estratégica, e trabalharemos de forma integrada para fornecer informações e análises que contribuam para uma gestão cada vez mais eficiente”, afirmou.
Também foi apresentada a nova estrutura da área jurídica, que será conduzida pela procuradora municipal Carolina Vilela de Freitas Alves Nogueira França. “As expectativas são muito promissoras: realizar um trabalho produtivo e eficiente, colaborar para o aprimoramento do serviço prestado pelo Conselho e construir uma assessoria jurídica ampla, integrada e capaz de servir também como referência”, afirmou.
Ao encerrar a reunião, o ministro Luis Felipe Salomão reforçou que o êxito das transformações dependerá do comprometimento coletivo das equipes. “O que vai gerar a energia para essas mudanças e fazer com que o funcionamento dê certo é o envolvimento de todos. Temos uma grande responsabilidade, mas também uma grande oportunidade de construir algo melhor para o CJF e para a Justiça Federal”, concluiu.






