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Confira o resultado da consulta pública para definição de metas para 2026

Dados

por publicado: 31/07/2025 18h43 última modificação: 31/07/2025 18h43
Processo colaborativo reuniu mais de 2,4 mil contribuições da sociedade

O Conselho da Justiça Federal (CJF) divulgou, no Observatório da Justiça Federal, um painel interativo com o resultado do processo de governança colaborativa para a formulação das metas nacionais da Justiça Federal para 2026. A iniciativa, que incluiu a realização de audiência e consulta públicas, integrou perspectivas diversas na definição de diretrizes estratégicas com foco no aprimoramento da prestação jurisdicional. 

A consulta esteve disponível entre 1º e 30 de junho e foi coordenada pelos seis Tribunais Regionais Federais (TRFs), com apoio técnico e logístico do Conselho da Justiça Federal. O levantamento buscou identificar percepções, prioridades e sugestões da sociedade e das(os) profissionais da Justiça para subsidiar a formulação das metas de 2026, promovendo uma gestão mais transparente, participativa, eficiente e alinhada às reais necessidades da população. 

Ao todo, foram contabilizadas 2.417 respostas válidas, coletadas por meio de formulário eletrônico. Do total, 55,3% foram encaminhadas pelo público externo, ressaltando-se cidadãs(ãos) (40%) e advogadas(os) (14%). Já o público interno correspondeu a 44,7% das respostas, majoritariamente formado por servidoras(es) (40%). 

Houve participação de todas as Unidades da Federação, com destaque para Minas Gerais (MG), Distrito Federal (DF) e Bahia (BA), que concentraram mais de 30% das contribuições do público externo. Já a Justiça Federal da 4ª Região foi a que registrou o maior número de respostas entre o público interno. 

Metas com maior adesão 

Entre as metas sugeridas, quatro obtiveram índices de concordância superiores a 80% entre todos os grupos de respondentes. São elas: 

  • Reduzir o número de processos acumulados que aguardam decisão (taxa de congestionamento) – 90,77%; 
  • estimular a solução de conflitos por meio da conciliação – 89,08%; 
  • estimular a inovação no Poder Judiciário – 86,93%; e 
  • priorizar casos de subtração internacional de crianças – 84,90%. 

Também receberam apoio majoritário as propostas de impulsionar os processos de ações ambientais; priorizar o julgamento dos processos relativos aos crimes contra a administração pública, à improbidade administrativa e aos ilícitos eleitorais; e priorizar ações sobre os direitos de comunidades indígenas e quilombolas. 

Percepções sobre a Justiça Federal 

A consulta analisou também a percepção das(os) respondentes sobre aspectos estruturais e operacionais da Justiça Federal, por meio de três afirmações. A primeira, que tratou se “a utilização de tecnologias contribui para a prestação jurisdicional”, foi amplamente reconhecida como positiva por 92,5% das(os) participantes. 

A segunda afirmação analisou seo processo de formulação e monitoramento de metas da Justiça Federal é adequado” e obteve concordância de 78,5%. Em contrapartida, apenas 46,1% concordaram que o corpo de servidores está preparado para atender às demandas da Justiça Federal”, indicando uma área de potencial otimização. 

Entre os principais temas apontados nas sugestões de novas metas estão: a valorização e ampliação do quadro de servidoras(es), a priorização de processos sobre ações previdenciárias e de saúde, a melhoria tecnológica, a celeridade processual, a infraestrutura e condições de trabalho, além da capacitação profissional. 

Confira a íntegra do resultado da consulta no painel interativo do Observatório da Estratégia da Justiça Federal.